
Está terminando a primeira das três viagens. Foi excitante, ansiosa, muito curtida. Nestes tempos digitais, uma viagem como essa pode se tornar uma viagem de muitos. Mas, agora, neste exato instante, penso só na minha viagem. Ela vai lá atrás, eu tinha uns 13 ou 14 anos. Os guris mais bacanas, começavam com Garellis, Mobilletes, e outras motinhos metidas a besta. Botei na cabeça que também tinha que ter uma. Na época, essas motinhos, ou melhor, ciclomotores, infestavam as praias, fazendo das tardes tranquilas de verão, um inferno com cheiro de óleo dois tempos. Depois de muito encher o saco do meu pai, e a conivência de meu avô, que era um baita de um aventureiro, ganhei uma Alpina Agrale. Verde-limão. Banco solo. Pegava no tranco e fazia um barulho infernal, pois a primeira coisa que eu fiz, foi tirar o miolo do escapamento. Em seguida, meu amigo Tito Balen, lá de Caxias do Sul, comprou uma Alpina também. Laranja-cítrico. Aquela dupla de Alpinas , se não eram as mais bonitas, eram as mais barulhentas e espalhafatosas. Acho que elas não aguentaram dois verões. O tempo passou, a gente cresceu e partimos para coisas mais ousadas: a primeira foi uma Yamaha RD 75. Quem lembra, deve estar balbuciando um ahhhhh… Que moto! E aí, lembro muito bem, exatamente nesta época, de dois grandes sonhos: o primeiro era passar de moto na frente da casa de um amor platônico que eu tinha, numa cidadezinha do interior aqui do Rio Grande, onde meu avô tinha casa, e eu passava minhas férias de verão. Há pouco mais de 8 anos, eu e o meu parceiro Paulo, passamos por essa cidade, pilotando nossas Yamaha DT 200. O amor platônico não mora mais lá há muitos verões. A cidadezinha cresceu, o chão batido se transformou em asfalto, mas a sensação de viver o sonho foi emocionante. O segundo sonho, era fazer uma viagem longa, desconhecida, junto com os melhores amigos, cruzar países, sem hora para parar de acelerar. Esse sonho começa a se realizar amanhã pela manhã. Pontualmente as 07:30 da manhã. E só terminando quando molharmos os pés no pacífico, do outro lado da grande montanha nevada.
Bom dia Mario, Paulo e Eloi. Legal, boa viagem e não esqueçam de cuidar dos buracos....
ResponderExcluirQualquer problema no trecho até Mondoza, avisem, temos amigos em Entrerios, Cordoba e Mendoza, ou na Ciudad de Mercedes, Los
Sanmartin.- Cecar e Cesar Manual.
Em
santiago, procurem o Mario Giese, Dirtor da CASA SILVA, e dono da cantina daqui, cave amadeu. BOA VIAGEM, aLDO
E aí, Paravisi!! A gente vai pegar uma carona virtual nessa aventura! Boa viajem!
ResponderExcluirBeleza! Já estamos em Uruguaiana, a primeira parte...amanhã cedo entramos em território de los boludos. Hasta la vista!
ResponderExcluirGrande Marinho! Muito legal a descrição por você feita. Dá bem uma idéia (ops, perdão, agora é ideia, sem acento) da viagem e das peripécias que vocês estão vivenciando. Parabéns pela iniciativa de compartilhar conosco o cotidiano desta experiência. Vou continuar visitando o blog diariamente e acompanhar com vivo interesse os desdobramentos desta façanha.
ResponderExcluirBoa viagem a todos!
Forte abraço, Beto Carvalho. (betocarvalho@terra.com.br)