sábado, 21 de fevereiro de 2009

Ready to get back...to the road.


Pra quem tá de fora, uma viagem é só uma viagem. Uma viagem assim, é mais que uma viagem. Pra quem planejava essa viagem como eu, e mais recentemente meus dois parceiros, foi um misto de coisas: testar limites físicos, improvisar, conviver, viver. Faz uns dias que eu penso em terminar com o blog, ou pelo menos dar uma página final pra ele, mas não consigo. Não tem nada de lúdico ou nostálgico, é simplesmente prazeroso ficar degustando uma foto a mais, um trecho diferente. São mais de 1.450 fotos, mas não achei nenhuma melhor pra resumir isso, do que a que ilustra esse post, essa aí do Eloi, em Punta Ballena. Misto de fadiga, cansaço, contemplação, prazer. O bom de estar de volta é a certeza de poder partir de novo.
Já estou planejando a próxima.
"Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir" Amyr Klink

 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Difunta Correa - Lendas pelas estradas argentinas - 2



Outra passagem interessante na nossa andança(menos frequente que o Gauchito Gil) eram os santuários a Difunta Correa. Eram locais com garrafas d'água, de todas as procedências e tamanhos. Em resumo, a lenda diz que Deolinda Correa, nome da dita cuja, teve o marido recrutado para a guerra civil argentina. O marido caiu em desgraça, adoecendo mortalmente. Deolinda, com seu filho de colo, cruza o deserto da Província de San Juan para encontrar o marido. Ela morre no caminho, e o bebê é encontrado pelas montoneras, milagrosamente vivo, tendo sobrevivido, não se sabe como, amamentando-se do leite da mãe morta.
As garrafas d'água são oferecidas representando o calvário de Deolinda pelo deserto.
Essa lenda percorre toda a Argentina, alguns locais no Chile e também no vizinho Uruguai.
Coisas de estrada...

Gauchito Gil - Lendas pelas estradas argentinas - 1

Hoje, véspera de carnaval, muita gente pega a estrada. Foi aí que lembrei de uns santuários que vez por outra encontrávamos pelas estradas na Argentina. Gauchito Gil, é um dos maiores mitos profanos(porque não é reconhecido pela igreja católica) do país. Conta a lenda que ele se recusou a pelear na guerra entre colorados e celestes e se tornou um herói popular. Diz a tradição, que quem passa pelos santuários deve saudá-lo com uma buzinada, para não correr o risco de não chegar ao destino. É muito interessante estes santuários. Na cidade de Mercedes, onde ele supostamente está enterrado, é celebrado aniversário de sua morte, todos os dias 8 de janeiro. Para lá, acorrem mais de 100.000 fiéis nesse dia! Pra quem vai pegar estrada, bênção de Gauchito Gil.
Amanhã conto a história da Difunta Correa, que também tem santuários pelas estradas correntinas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A viagem não termina aqui.


Quando se volta de uma viagem assim, normalmente as agendas foram acumulando coisas. Coisas que a gente foi empurrando pra depois, logo antes da viagem. Coisas que foram se acumulando durante a viagem e o dia-a-dia da volta que se acumula com todo o resto.
Então, voltamos e eu não consegui parar pra escrever outras coisas. Mas tem muita coisa pra contar e muita foto pra ver ainda. Acho que este final de semana, vai dar pra fazer isso. Hope so.
Till there, blue skies and butterflies!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Punta, back home


Pra entrar no clima, acordamos tarde na quinta. Aquela caminhada básica na Mansa. (dica de hotel: Hote Remanso, bem no centrinho. Torça para eles não acharem a reserva e aí lhe colocam num prédio anexo, mais espaçoso...). O Eloi, heroicamente, encarou um mergulho, e fica até agora querendo nos convencer que a água não estava fria. Com as motos levinhas, sem bagagem, nos tocamos para José Ignacio, para almoçar no tal do La Huella. Vinte e cinco quilômetros distante de Punta, a praia é simpática, as casas são fantásticas, as pessoas até pegam praia lá. Mas, a despeito do lugar meio trendy, indicadíssimo, eu, particularmente, achei meio sem graça. Ok, a gente chegou num horário meio esdrúxulo, tipo quatro da tarde. Mas precisava atender mal? Demorar vinte minutos pra avisar que o prato pedido não podia ser feito? 
Mas o peixe escolhido estava muito bom. Apesar do Eloi ter achado que era um lambari frito( alimentar o Scharzneger não é fácil!)
O lugar vale pelo...lugar.
Voltamos a tardinha, banho tomado, mais uma caminhada na Mansa e rumo ao Cassino!
O resto vocês já sabem.
Na manhã de hoje, saímos de Punta com destino a Pelotas, último stop de pernoite, antes de chegarmos em Porto Alegre. 
Muitos cafés com leite depois, chegamos no fim de tarde e saímos para o último jantar. A idéia é chegar em Porto Alegre perto das onze da manhã.
Tem muitas fotos, e muitos posts ainda para serem publicados, mas isso vai ficar para a semana que entra.
Até aqui, foi tudo muito bom!


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Paulo quebra a banca em Punta


Pra encerrar com chave de ouro, demos um pulinho no Conrad...gastar umas doletas.
E não é que o Paulo quebra a banca? Olha a foto aí. Por questões de sigilo e pra livrar ele da Receita Federal, não vamos divulgar o valor. Só vou dizer que foi MUITO. Ele prometeu pagar a janta. Essa NÓS vamos pagar pra ver...
Tô num bar wireless meia-boca e não consigo baixar a foto , fica pra depois...

Hijos de puta!


Todo mundo com quem conversei, e não foi pouca gente, não, me aconselhou: bota uma graninha no bolso, longe dos cartões de crédito, e da grana da viagem. E deixa bem a mão pra pagar os caras da polícia caminera na Argentina. Principalmente na região de Corrientes. Passamos incólumes pela Argentina e pelo Chile. E...bem, a gente andou aprontando, se eles nos parassem, nem poderíamos reclamar. E não é que caímos na malha do Uruguai? Desgraçados! Nos pararam na maior cara dura, alegando que as placas de velocidade máxima não valiam para motos! Bom, a foto ao lado resume o fim da história. O Paulo, nosso embaixador junto a Polícia uruguaia, saiu da pendenga, subiu na moto, a gente só trocou olhares e pegamos a estrada. Rodando, fiz sinal pra ele: e aí? quanto? ele abriu a palma da mão duas vezes, o que eu traduzi como 100 pesos. Hummm, baratinho. Quando a gente parou erm Montevideo, sentamos, pedimos uma Zillertal e dissemos pro Paulo: bueno, te devemos 33 pesos cada um...Ele deu de ombros e disse:
- F...vocês me devem 33 dólares cada um...
O filho da puta nos mordeu em 100 dólares!!!!

Buenos a Punta


Chegamos em Buenos Aires as 18 da tarde...Tinha que ser na hora do rush! E surpresa: eu nunca havia entrado na cidade, rodando. Entramos pela parte oeste da cidade, que vem do centro do país. Há uns 40 km da capital, o cenário vai mudando, vai mudando, até a gente se dar conta que está entrando em uma cidade com milhões de habitantes. De repente começaram a surgir pedágios, pedágios, pedágios e a gente com uns pesitos contaditos. Pra resumir: chegamos ao hotel com pouco mais de 10 pesos. Mais um pedágio e a gente ia ter que cantar o Hino do Boca pra entrar na cidade. Impressionantemente, a Ruta 7 se transforma na Autopista Perito Moreno(foto aí do lado)com mais de 8 pistas e que vai comendo a cidade por cima, viadutos e mais viadutos. O GPS estava plotado para o hotel na Libertad com Paraguay, perto do Obelisco. Mas  a gente custava a acreditar que íamos acertar a entrada. Aquela autopista já dava visão do Obelisco e tchum. De repente caímos na 9 de Julho, segundo os argentinos, a maior rua do mundo( desconto dado pra eles, né?). E pra desespero dos meus parceiros analógicos, chegamos na porta do hotel. Com  direito a foto na entrada, aquele mico todo.
Motos guardadas, banho tomado, e rua! 
Estávamos todos com desejo de comer massa. Caímos de boca no Bar Uriarte, em Palermo, acompanhados de dos botellitas, por supuesto. No dia seguinte, eu segui pra Palermo e o Paulo e Eloi se enfiaram num shopping(sentiram a maldade? ehehe). Combinamos nos encontrar na Caballeriza(pra mim, a melhor parrilla de Bs As, em Puerto Madero)  y dos botellitas mas, passamos o resto da tarde, vendo a bomba dágua que caía na cidade.
Hoje pela manhã, magrelas carregadas, pegamos o rumo a Colônia, já no Uruguai, via Rio da Prata. O serviço de balsa é excelente, vencendo o percurso em 1 hora. De Colônia a Montevideo, são 177 km, em linha reta. Pagamos um belo pedágio aqui(ver post em seguida...) Pegamos todo o trajeto com um vento contra que quase tirava as motos da estrada. Mas assim que chegamos em Montevideo, o tempo abriu, então decidimos parar na Rambla e almoçar antes de seguir à Punta. Viagem tranquila, chegamos no hotel(mais um ponto pro GPS) e tcharámmm. A boluda da recepção não achou a reserva. Depois de tantas horas em cima das magrelas, com vento, sol, e fuligem, a gente estava num estadinho digamos, não sociável, tudo que a gente queria era largar as tralhas num canto e tomar um banho. Conversa daqui, conversa dali, nos colocaram num anexo ao hotel. Então resolvemos fazer do limão um pisco sour. Vamos pedir um descontinho e ficar ali mesmo até sexta pela manhã. Tive problemas técnicos em Bs As e aqui em Punta também não é aquelas coisas o serviço de internet do hotel, então vou tentar colocar em dia o log de viagem, do jeito que der  e depois fazer os mini-posts prometidos. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Mais da Ruta 7


A Ruta 7 cruza a Argentina e faz parte da Panamericana que cruza a América Latina até o Peru. Com algumas conexões, dá pra chegar na Venezuela. O pedaço que cruza a Cordilheira até o Chile, ida e volta é impressionante. O pedaço da Cordilheira, tem uns 200 km. Vocês conferiram algumas fotos no post anterior a este. Hoje quero falar um pouco do pedaço que vai de Mendoza a San Luis. São mais ou menos 250 km. E de retas. Retas intermináveis. Algumas coisas que dá pra fazer neste trecho: 
1. Pensar na vida.
2. Pensar que se está fazendo algo único.
3. Contar os postes coloridos ao longo da Ruta. sem ter o que fazer, contei. São 25 de cada cor. Acho que que eles fizeram aquilo para quem está cruzando, se distrair.
4. Fazer as contas pra não ficar sem gasolina.
5. Alongar as pernas, tirando-as do estribo da moto, cuidando pra não pegar no sono e cair.
6. Ouvir um playlist de mais de 50 músicas.
7. Tirar fotos de cima da moto. Não muito aconselhável, enfim.
8. Torcer pro sol dar uma folga. No nosso caso, sem resultado.
9. Pensar em um monte de outras coisas. A maioria impublicáveis.
Por ela, chegamos em Villa Mercedes/Argentina, partindo de Santiago/Chile. A viagem é bastante cansativa, e não deu pra fazer muita coisa, além de um banho e comer um lomito al plato,  a versão deles de um bife a pé. Cair no sono e pegar a estrada até Buenos Aires, o que fizemos hoje, chegando agora a pouco. A partir de amanhã, pensei em fazer uns mini-posts, falando de algumas outras coisas , como a burocracia para se cruzar a fronteira. Enquanto isso, dá pra curtir um pouco mais da Ruta 7. E até logo que Buenos Aires nos espera. Hasta la vista.

Por la Ruta 7, casca grossa.


Tô muito cansado, mas não posso deixar de postar estas fotos. Texto curto e direto. Saímos de Santiago com destino a Villa Mercedes, na Argentina. 752 km. 
Paisagem de tirar o fôlego. 

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Al tiro, señor!


O Chile é fantástico. Ficamos muito surpresos com Viña del Mar, dos 3, só o Eloi conhecia. Com uma indicação, não sei de quem nem de onde, fomos parar na praia de Zapallar, 60 km distante de Viña. É uma praia pequenininha, rodeada por casas e condomínios de altíssimo padrão. Acho que os chilenos de grana, vão pra lá. Depois de torrar ao sol, pegamos a estrada de volta a Viña e paramos em Reñaca, uns 8 km de Viña. Parecia que havíamos caído em Ipanema. Mais cheia, mais agitada, menos charmosa, claro. Achamos um lugar pra jogar as motos e fomos passear no calçadão até o sol cair, no caso, perto das dez da noite...A fome batendo, o sal dando coceira, largamos as magrelas no hotel, banho e saímos para jantar...numa cantina. Eu queria matar os dois! Comemos uma mistura de miojo com molho sabe-se lá de quê. O pesto do Paulo, só lembrava um pesto pela cor, ainda que um pouco desbotada...Estômago enganado, caímos no sono. Na sexta fomos até Valparaíso. Não precisava. Sem graça, sujo e bem, tempo perdido. A noite, voltamos para Reñaca pra encarar uma...pizza! (fazer esses 2 comerem frutos do mar é uma tarefa árdua...). Até que tava boa. Tem um capítulo especial sobre gorjetas, mas eu não vou fazer isso em público...
Berço cedinho e estrada cedinho. Saímos de Viña, rumo a Santiago perto das 7 da manhã. Rodamos 10 km e tivemos que parar: troca de luva, balaclava, forro de jaqueta, etc. O último relógio de rua marcava 6 graus!
Licão: se tem equipamento, use!
Chegamos em Santiago lá pelas 10 da manhã e nos atracamos no café da manhã. A entrada foi bem menos complicada que o esperado. Lição 2: GPS não é luxo! Bagagens instaladas, vamos ao shopping! Antes, dei uma passadinha na loja da Harley de Santiago, com os 2 motoqueiros a tiracolo(quem não tem uma harley é motoqueiro...ehehe). Eles ficaram desdenhando tudo, mas eu sei que morrendo de vontade de ter uma...Então fomos ao Parque Arauco, o melhor shopping da América Latina! Disparado. Eu conhecia de 10 anos atrás, mas eles remodelaram tudo, simplesmente maravilhoso. Eles ficaram no shopps e eu voltei para o hotel pegar uma piscininha que ninguém é de ferro...
Ah! Vocês devem estar se perguntando o que o título aí de cima tem a ver com o texto, não?
Quando algum garçom diz que vais trazer al tiro, que era pra ser rápido, vai demorar...Hay que tener paciencia con estos chilenos...

Way back home.

Terminada a empreitada de chegar, é hora de começar a voltar. Serão outros 2.780 km. A primeira parada será em Santiago, neste sábado. Depois, duas pernas longas até Buenos Aires, completando quase 1.500 km. Assim, um novo post pode demorar um pouco. Até lá, só a companhia do vento e dos quilômetros passando pelo velocímetro. See you, folks.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Pacífico, afinal.


Chegamos em Viña del Mar, ontem(quarta), perto das 5 da tarde. Antes de chegar ao hotel, tinha a foto clássica pra fazer. Afinal foram 2.760 km pra chegar no Pacífico. E não é que chegamos? Apesar do restaurante "morte lenta"que encaramos cerca de 45 km antes de Viña...Eu avisei, mas fui voto vencido. Você que está acompanhando o roteiro pra vir de moto, NÀO pare num lugar chamado Los Sauces...e se por ventura fizer a bobagem, NÀO peça o cuarto de pollo, a coisa aparentemente menos escabrosa do cardápio do local. Sobreviventes do Los Sauces, fizemos check-in, banho tomado, motos estacionadas e partimos pra busca de um lugar decente pra comer. Anote aí: Delicias del Mar, um restaurante basco em Reñaca(esse lugar vale um post especial, mas só amanhã). Prudentemente, tomamos um táxi. E valeu a viagem. Fica a cerca de 10 km do hotel. O restaurante é excelente, bom preço e de lambuja dá pra jantar vendo o mar e Viña emoldurando o fundo. Tomamos muuuuuito, mas valeu.
Pra variar, tô apanhando do Picasa, que baixa fotos, então não deu pra colocar todas. 
Amanhã tem mais.
Neste book de fotos, tem a praia de Zapallar, que fomos hoje. Di-vi-na. A Punta del Este do Chile. Quem vem a Viña tem que ir lá, vale cada um dos 60 km de distância. A gracinha ficou por conta do "uniforme": bermuda, camiseta e tênis...quem prestar atenção nas fotos, pode perceber o modelito...
Depois de nova aventura gastronômica na noite de hoje, voltamos ao hotel, com o modelito bermuda-tênis, pronto pra encarar Valparaíso, casa de Neruda e outras turistices, amanhã de manhã. Fui.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Simplesmente alucinante...


Saímos de Mendoza, pela Ruta 7 que se transforma na Panamericana, as 7 da manhã. A estrada estava excelente e começamos a subida por verdadeiras paisagens lunares.  (finalmente consegui fazer um upload de fotos, então vcs podem conferir aí abaixo no link) . A subida é suave, acompanhando o Rio Mendoza que desce pela pré-cordilheira. É de tirar o fôlego. A medida que a gente sobe, começam a aparecer os primeiros picos de neve eterna. Estamos em alto verão, então não há neve em toda a parte, mesmo assim é uma paisagem linda, única. Antes de chegarmos na fronteira argentina, passamos pelo parque do Aconcágua. Tínhamos a opção de fazer uma caminhada de 45 min e chegar na base do Aconcágua...achamos um pouco fora de mão, com aquelas roupas todas, botas, capacetes...
Seguimos viagem até a aduana argentina e aí começa um pequeno stress. Na verdade, começa quando se chega na fronteira chilena. É uma papelada incrível. Pra quem planeja ir de moto, não deixe de instalar a mochila de tanque. A gente coloca tudo ali, é muito prático. 

Pausa...os malas do Eloi e do Paulo estão me enchendo o saco, porque eles querem ir pra praia(estamos em Viña!) e eu tô alimentando o blog. Sabem como é, esses 2, como quase todos os gringos, tem que ir pra praia as 9 e almoçar ao meio-dia, hábito herdado de seus antepassados de Curumim, Arroio do Sal, Paraíso... 

Bueno, dêem uma olhada nas fotos aí, e mais tarde eu conto mais. 
O Paulo de bermuda e tênis tá impagável...
Clique aqui Fotos travessia

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Ciao Mendoza, rumo a Chile


Com essa foto, não precisa texto.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Crossing the big mountain


Bueno, chegou a hora. Nesta quarta, bem cedinho partimos para aquela que parece ser a parte mais emocionante da viagem: cruzar a Cordilheira dos Andes. A previsão é de tempo bom, então vamos nos prevenir somente para o vento lá em cima. Se não houver contratempos na aduana chilena, prevemos chegar no Pacífico(Viña del Mar/Chile), por volta das 3 da tarde. O dia hoje em Mendoza foi muito bacana. Escolhemos uma vinícola e ficamos por lá. A Salentein, cerca de 100 km de Mendoza. O lugar é fantástico, cantina moderníssima, super estruturada para receber visitantes(vale dos vinhedos: vão lá aprender!!!). Almoçamos lá mesmo, um maravilhoso Ojo de bife(ok, o Eloi comeu o dele e ainda bicou o meu e o do Paulo...), regado a Pinot e Malbec. Quem planeja vir, não pode deixar de ir lá. A cidade também é uma graça, tranquila, muito verde e a Cordilheira de pano de fundo. Não precisa mais nada, né?
Tá faltando tomada pra carregar todos os eletrônicos. Acho que o tempo do cartão postal dava muito menos trabalho! 
A foto aí do lado foi tirada da varanda do restaurante na Salentein. Não preciso dizer mais nada...Lets ride, babe!

Conflito diplomático


O Elói fugindo do cara do pedágio, depois de um momento de fúria. Cancelas ao vento. Impagável.

Heloo everybody!


1908 km...dois terços deles na chuva, cones de pedágio arrastados, tombos na portaria do hotel, cancelas de pedágio arrancadas, 140 km perdidos embaixo de chuva, ...chegamos no pé da Cordilheira dos Andes. São 3 dias e já parecem uma semana. E  tudo isso é muito bom. Ontem fizemos 900 km num só dia, chegando em Villa Maria as 22:45 da noite. ( O Eloi grita agora, puta que pariu, pensei que fosse mais fácil...). Praticamente desmaimos, acordamos tarde e pegamos estrada pra Mendoza. Retas intermináveis, dá pra imaginar retas de mais de 50 km? E com 40 graus na boléia? O GPS tá tirando sarro da gente, acabou a bateria há 500 metros do hotel, só pra sacanear. Chegamos perto das oito da noite de hoje. Os corpitchos só aguentaram um asado de tira e uma botella de cabernet, tô escrevendo praticamente no piloto automático. Apesar das poucas horas, já deu pra perceber que Mendoza é muito legal, parece uma Buenos Aires pequenininha. Graças a um planejamento, completamente ao acaso, vamos ficar um dia sem arrebentar a bunda em cima das magrelas(motos, gente, motos!) Cantinas de Mendoza! Nos aguardem! E por hoje era isso.
Obs. A foto aí do lado é da entrada da província de San Luis...um pouquinho antes do Eloi quase causar um acidente diplomático no pedágio...Detalhes amanhã.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Quase...

...que a gente não sai. O bacana aqui foi montar na moto, carregadíssima, ainda no Laçador, em Porto Alegre e o pezinho da moto acusou o golpe. Resultado: tivemos que fazer um stop, absolutamente não programado, na autorizada da Yamaha, ainda em Porto Alegre...Que feio.
Não dava pra seguir viagem sem apoio pra estacionar a moto, então atrasamos em mais ou menos 2 horas a saída. Com a ajuda altamente tecnológica de um martelo de borracheiro, colocamos o pezinho no lugar e caímos na estrada. Claro que eu tive que aguentar a flauta dos parceiros até Uruguaiana. Pra completar, o GPS ficou sem bateria, há 5 km da entrada da cidade, mais flauta. Mas eu não vou falar da fixação do Paulo por cones em pedágios, tampouco da mosquice do Eloi em quebrar a viseira de sol do capacete dele...hehehe. Outra hora vou fazer um post mais completo, porque eu tenho certeza que eles vão aprontar mais. Fizemos uns 300 km entre chuviscos e nuvens tenebrosas. Em Rosário, o sol abriu e dale reta! Chegamos em Uruguaiana perto das 8 da noite. Nem bem estacionamos, fomos abordados pelo Tarzan, do motoclube de Uruguaiana, cheio de dicas, quanto tínhamos que dar de propina pra polícia argentina, entre outras impublicáveis. Depois de um banho, ancoramos no Don Marco. Com a companhia do Tarzan e suas fotos de Ushuaia, Atacama, Perito Moreno e por aí vai. Brahmas, brahmas e brahmas. Histórias, histórias e histórias. Como o Eloi tem um verdadeiro centro de distribuição no lugar do estômago, já mudamos o planejamento de refeições: estamos em 3, mas vamos pedir sempre comida pra quatro! Voltamos para o hotel, porque amanhã temos que encarar quase 800 km numa tocada só. Como estou com um probleminha pra baixar fotos, o registro deste trecho fica pra depois. So far, so good! Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

I had a dream...


Está terminando a primeira das três viagens. Foi excitante, ansiosa, muito curtida. Nestes tempos digitais, uma viagem como essa pode se tornar uma viagem de muitos. Mas, agora, neste exato instante, penso só na minha viagem. Ela vai lá atrás, eu tinha uns 13 ou 14 anos. Os guris mais bacanas, começavam com Garellis, Mobilletes, e outras motinhos metidas a besta. Botei na cabeça que também tinha que ter uma. Na época, essas motinhos, ou melhor, ciclomotores, infestavam as praias, fazendo das tardes tranquilas de verão, um inferno com cheiro de óleo dois tempos. Depois de muito encher o saco do meu pai, e a conivência de meu avô, que era um baita de um aventureiro, ganhei uma Alpina Agrale. Verde-limão. Banco solo. Pegava no tranco e fazia um barulho infernal, pois a primeira coisa que eu fiz, foi tirar o miolo do escapamento. Em seguida, meu amigo Tito Balen, lá de Caxias do Sul, comprou uma Alpina também. Laranja-cítrico. Aquela dupla de Alpinas , se não eram as mais bonitas, eram as mais barulhentas e espalhafatosas. Acho que elas não aguentaram dois verões. O tempo passou, a gente cresceu e partimos para coisas mais ousadas: a primeira foi uma Yamaha RD 75. Quem lembra, deve estar balbuciando um ahhhhh… Que moto! E aí, lembro muito bem, exatamente nesta época, de dois grandes sonhos: o primeiro era passar de moto na frente da casa de um amor platônico que eu tinha, numa cidadezinha do interior aqui do Rio Grande, onde meu avô tinha casa, e eu passava minhas férias de verão. Há pouco mais de 8 anos, eu e o meu parceiro Paulo, passamos por essa cidade, pilotando nossas Yamaha DT 200. O amor platônico não mora mais lá há muitos verões. A cidadezinha cresceu, o chão batido se transformou em asfalto, mas a sensação de viver o sonho foi emocionante. O segundo sonho, era fazer uma viagem longa, desconhecida, junto com os melhores amigos, cruzar países, sem hora para parar de acelerar. Esse sonho começa a se realizar amanhã pela manhã. Pontualmente as 07:30 da manhã. E só terminando quando molharmos os pés no pacífico, do outro lado da grande montanha nevada.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Special Post for Harley Davidson New York


Hi there! This is a special post for the lovely people from Harley Owners Group of New York. 
Really special for you Cathy! 
Glad you are following this. 
This is about a trip from my town, in the south of Brazil heading to the Pacific coast, at Viña del Mar in the Chilean coast. Its gonna take 3 and half days to get there. Almost 2.000 miles. At this time, I am riding a Yamaha big trail, instead of my harley, due to my fellows who ride BMWs and Suzukis. (well, nothing is perfect...). The most thrilling part of the trip is to cross Argentina, then the  Cordilheira dos Andes, about 6.000 meters high, full of snow, and then  downwards and reaching the pacific. We will be leaving this january, 31st and back on february 14th. You probably will feel what it takes, when looking the photos during the trip. 
Keep in touch and hugs for all you nice people of New York HOG.
Pra quem não entendeu xongas deste post, é o seguinte: Eu tenho uma Harley também, e esse povo aí de cima me ajudou pra caramba em uma viagem que fiz ano passado, nos EUA, partindo de New York. Mas isso é assunto pra outra viagem...next trip!


Come rain or come shine...


Chovem canivetes em Porto Alegre. A previsão indica temporais até o final desta sexta. Na Ruta 7 , caminho a Mendoza, a previsão é de sol escaldante. But, you never know. Pode ocorrer que a gente saia no sábado, com um pouquinho de água...
High as a mountain 
Deep as a river
Come rain or come shine
Chegaram as cartas verdes, que é um seguro contra terceiros, obrigatório para trânsito em solo argentino.  Chegou também o suporte especial para o GPS. Ou seja, tá tudo pronto to hit the road. 
Com ou sem chuva!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Bad fucking news...


O El Mercurio, principal periódico chileno deu hoje: até 10 horas para cruzar a fronteira, para quem vem da Argentina. Nosso caso...Parece que a interminável estiagem que assola a Argentina, Uruguai e sul do Brasil está desviando los boludos, de Floripa pra Viña del Mar. Pô, qualé? Por que vocês não vão curtir Canasvieras, Rosa, Garopaba, Camboriú? Aquele atrolho que vocês gostam tanto? O jeito é carregar bem o Ipod pra aguentar a fila...

Proibido se perder...


A alma aventureira do meu amigo Mauricio Perucci,  emprestou ao grupo,  um GPS Garmin, com todos os mapas do Mercosul. A gente não levaria um GPS, justamente pela dificuldade em conseguir os mapas dos outros países. Os GPS disponíveis no mercado, inacreditavelmente não possuem mapas fora do Brasil. Requerem uma operação de download, nem sempre bem sucedida. O Mauricio voltou agora de uma viagem casca grossa, de carro até o Chile e também deu dicas enogastronômicas quentíssimas. O GPS vai ajudar a ganhar tempo, principalmente na entrada e saída das grandes cidades do roteiro, como Santiago e Buenos Aires. Para quem está considerando fazer esta viagem, aconselho levar este equipamento, pois já usei fora daqui, em outras viagens, e faz toda a diferença na navegação. 

domingo, 25 de janeiro de 2009

Contagem regressiva...


Neste último sábado juntamos as novas e as velhas gerações para os últimos detalhes.
Na foto, da esquerda para a direita, o João Pedro, filho do Paulo, o Pedro, filho do Eloi, o Eloi, eu e o Paulo. Minhas filhas saíram correndo da foto, dizendo que aquilo é "coisa de guri". 
Nos encontramos na casa do Eloi, em Torres, litoral norte do RS, entornamos várias ampolinhas de Stela Artois, só pra combinar com o churrasco de picanha e entrecot, tarde adentro.
Não há mais o que combinar, agora é só a adrenalina da saída, distante longínquos 6 dias...
Agora há pouco, conferi as temperaturas do nosso primeiro trecho, até Mendoza. Incríveis 36 graus nos obrigam a comprar camisas off road, ou vamos torrar no pé da cordilheira. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

flickr

Máquinas prontas


Encerramos hoje, a revisão das 3 motos. O time é eclético: eu vou de Yamaha XT 660R, o Paulo de Suzuki VStrom 1000 e o Eloi de BM amarela(Oops, mais respeito! Uma BMW 1200, nunca sei se é Adventure ou GS, mas é uma BMW). A minha que é mais rodada, ainda falta uma pastilha do freio traseiro. Deve chegar até metade da semana que vem, porque me neguei em pagar 300 paus pela original Yamaha. A genérica sai por menos de 120 reais, colocada. Em nossa reunião de amanhã, vamos combinar quem leva qual acessório. Na minha opinião, as ferramentas básicas que não podem faltar, incluem um pedaço de arame e uma alicate. Ah, e um elo de corrente.
Resolvi instalar uma bolsa de tanque também. Acho útil ter tudo a mão. E ainda dá pra colocar os mapas com visualização durante a viagem. Estou tentando instalar também uns fones no Nolan N102, novinho. Aguentar aquelas retas sem um bluezinho , não vai dar...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


Agora é começar a imaginar como encarar a Ruta 7 , rumo a Mendoza, com intermináveis retas e um calor senegalês de 40 graus...Mas acho que a paisagem vai valer a pena...
Faltam pouco mais de 8 dias pra viagem dos meus sonhos. Inicia aqui o relato de viagem de três grandes amigos fazendo o que mais gostam. Viajar. Em cima de uma moto.
Partiremos de Porto Alegre a Viña del Mar, a beira do Pacífico, no Chile.
Sairemos na madruga do dia 31 de janeiro, retornando entre 14 e 15 de fevereiro.
Uma viagem, na verdade se divide em 3: a viagem antes da viagem, a viagem, e a viagem depois da viagem. 
Começo aqui a primeira viagem.
Till there, blue skies and butterflies!